O nome dela é Katie. Ela tem apenas dezessete anos e nunca viu o sol. O fato é que a luz solar é contraindicada para ela. A jovem sofre de uma doença rara — a doença de Günther. Essa doença recebeu esse nome em homenagem ao médico alemão G. Günther, que a descobriu e descreveu em 1911. É uma doença muito rara, com incidência de um caso por milhão de recém-nascidos. E é exatamente dessa doença que Katie sofre. O menor raio de luz representa uma ameaça mortal para a jovem; por isso, ela é obrigada a viver confinada, atrás de persianas bem fechadas, saindo à rua apenas durante a noite. Somente à noite e durante a madrugada ela se sente livre e quase feliz. A jovem toca violão maravilhosamente bem. Ao sair à rua à noite, após o pôr do sol — que é letal para ela -, ela se entrega com entusiasmo ao seu passatempo favorito. Katie não apenas toca violão, mas também compõe suas próprias músicas e letras. E assim, dia após dia, ou melhor, noite após noite. Ela vai até a estação ferroviária e canta para os passageiros que passam. Certa vez, ela conheceu um rapaz chamado Char li. A garota já havia notado ele há muito tempo, mas não se decidia a se aproximar. Ele era o queridinho de todas as garotas, um bonitão e atleta. Ela, assim como todas, admirava o rapaz, mas secretamente, até que finalmente se decidiu a chamar a atenção dele. Os jovens foram atraídos um pelo outro como ímãs. Entre eles, um relacionamento se iniciou, mas Katie não revelou seu segredo ao rapaz. Eles se encontravam à noite e passavam longas noites juntos, só que a garota se recusava terminantemente a se encontrar com Charlie durante o dia. E pela manhã, pouco antes do amanhecer, ela corria para casa, para que os raios de sol não a pegassem de surpresa. Será que algum dia Charlie descobrirá sua doença e será que isso o afastará dela? A resposta a essa e a outras perguntas você descobrirá assistindo ao melodrama romântico “Borboleta”.