Como evitar que novas batalhas sejam travadas? Parece que há apenas duas opções para a reconciliação das partes em conflito: a opção militar e a diplomática. No entanto, mesmo esses métodos às vezes não trazem os resultados esperados, o que significa que é preciso buscar uma terceira opção. Talvez seja, a princípio, apenas observação; depois, será preciso agir — de preferência de forma que ninguém perceba o que realmente está acontecendo. Quem, então, se encarregará desse trabalho tão complexo? Claro que serão aqueles que o governo considera fantasmas, mas que, na verdade, existem de verdade e resolvem qualquer tarefa, mesmo as mais complexas e impossíveis. Assim, a ação do filme “22 Milhas” começa na embaixada dos EUA, no Sul da Ásia. Na pauta, uma notícia muito importante. Segundo informações de informantes, descobriu-se que desapareceram 4 quilos de um isótopo radioativo, quantidade suficiente para destruir seis grandes metrópoles. Informações mais detalhadas estão nas mãos de um tal de Bishop, que afirmou ter certos dados sobre uma grande conspiração governamental. Trata-se de um policial corrupto comum, que, para salvar a própria vida, está disposto a colaborar, mas, em troca, exige que seja levado para fora do país e que sua segurança seja garantida. Decidiram confiar essa missão responsável e extremamente delicada ao oficial da Agência Central de Inteligência — James Silva. Ele deve, tomando todas as precauções necessárias, levar Bishop para fora do país. São apenas vinte e duas milhas até o aeroporto, mas essa distância acabará sendo a mais longa da vida de James Silva e de seu protegido, já que os criminosos, instalados nos mais altos escalões do poder, não dormem. Eles não podem permitir que haja vazamento de informações e, para eliminar uma testemunha tão importante, estão dispostos a tudo, desde que ele não fique fora do seu alcance e não abra a boca.