Lá fora, o frio e sangrento ano de 1917 já havia passado. A Revolução de Fevereiro mudou radicalmente a vida da poderosa Rússia e o curso da Grande Guerra. O czar já havia abdicado do trono, e o futuro parecia bastante incerto. Nos campos de batalha, onde o confronto feroz com os alemães já se arrastava há mais de um ano, os bolcheviques conduziam uma propaganda ativa de sua ideologia. Eles continuavam incansavelmente a exortar os soldados à paz com o inimigo. O respeitado corpo de oficiais russo estava agora de mãos e pés atados, incapaz de tomar qualquer decisão sem a aprovação dos comitês de soldados. Nas fileiras do exército reina um verdadeiro caos, e parece que a desorganização definitiva de suas fileiras é inevitável. Nesse exato momento, por decreto do governo provisório, é emitida a ordem para a criação de um novo batalhão feminino chamado “Batalhão da Morte”. A comandante do novo destacamento passa a ser a respeitada condecorada com a Ordem de São Jorge, Maria Bochkareva. As jovens assumiram seu serviço com toda a responsabilidade, afinal, praticamente todos os soldados depositavam esperanças nelas. Com suas ações, elas demonstravam constantemente um exemplo de coragem, destemor e enorme abnegação, elevando o ânimo do exército nesse momento difícil, e continuando a provar que as mulheres também são dignas de ostentar o título de Heroínas de Honra do Exército Russo.