No centro da filme está a protagonista chamada Gabriel. Uma garota simples e comum, de uma pequena vila no sul da França. Sonhadora e apaixonada, ela ansiava por amor, mas era impaciente e insistente demais, o que afugentava os possíveis pretendentes. Por fim, em 1943, ela se casou com um nobre senhor que havia ficado viúvo há pouco tempo e era consideravelmente mais velho do que a própria Gabriel. Ela era contra o casamento, chegou até a querer fugir, mas seus pais insistiram nesse casamento que, na visão deles, era vantajoso. A jovem disse honestamente ao futuro marido que não o amava e que nunca seria uma “verdadeira” esposa para ele. Aquele senhor de boa reputação concordou com a condição dela. Viviam como marido e mulher apenas em público, mas, quando ficavam a sós no quarto, comportavam-se como estranhos um para o outro. Gabriel desejava muito, pelo menos uma vez na vida, experimentar aquele sentimento avassalador de amor, sobre o qual tanto se escreve nos romances e as fofoqueiras sussurram ao ouvido, mas a intimidade com José não despertava nenhum daqueles estados de espírito que, pelo menos remotamente, se assemelhassem ao que escrevem ou dizem. Aparentemente calma, indiferente e apática, ela tinha grande dificuldade em conter as paixões que fervilhavam dentro dela, ansiosas por se libertar. Assim, na fria serenidade do corpo e da alma, os protagonistas do filme Ilusão do amor viveram quase vinte anos, até que, certa vez, quando a mulher foi a um balneário termal, ela o encontrou. O tenente André, um jovem bonito de olhos negros ardentes, encantou a mulher à primeira vista. Ela se apaixonou pela primeira vez na vida e descobriu o que era o amor verdadeiro. Gabriel literalmente flutuou acima da terra abrindo as asas. Mas será que ela conseguirá se conter diante do passo louco e decisivo de deixar o ninho natal em nome da pessoa amada?