O protagonista do thriller cheio de suspense “A Selva” sempre tentou fugir da rotina, por isso, ao atingir a maioridade, realizou seu sonho. O judeu Yossi disse aos pais que precisava de uma pausa de um ano da realidade monótona e que, depois disso, estaria pronto para continuar seus estudos na universidade. O rapaz não foi totalmente honesto, pois, na verdade, ele decidiu nunca mais voltar, e os primeiros meses de suas andanças pelo mundo foram realmente uma revelação fantástica. Ele desfrutava da tão esperada liberdade e a respirava com toda a força dos pulmões. Sentia êxtase nas viagens em reboques sujos com cabras mastigando grama. Participava dos festivais mais surpreendentes de diversos povos do mundo, e também conhecia o amor e a sabedoria de mulheres igualmente abertas ao mundo e à liberdade. Com a mochila nas costas, onde guardava o essencial. A possibilidade de seguir para onde a alma o levasse e os encontros com outros viajantes enchiam Ginsberg de felicidade e inspiração para continuar sua incrível jornada rumo ao desconhecido. Na América do Sul, o destino colocou o rapaz diante de Karl Rurechter, que falava com convicção sobre tesouros e se apresentava como um renomado geólogo renomado. O homem garante que, nas selvas próximas a La Paz, é possível descobrir riquezas incalculáveis, além de ser o primeiro a conhecer as tribos selvagens da Bolívia, que não têm a menor ideia do que seja progresso e pessoas civilizadas. Esse é o principal motivo pelo qual Yossi, seu amigo de infância Kevin e também seu novo conhecido, Marcus Stamm, concordam em seguir o desconhecido por uma mata intransitável, cheia de surpresas perigosas. No início, tudo corre como água. O quarteto de aventureiros aproveita sua aventura incomum, mas dois deles logo ficam de fora… Karl se recusa a atravessar a barreira que se formou diante deles com o rio selvagem, e essa ideia já não lhe gostar dessa ideia, afinal, o esgotamento dos mantimentos fez com que que os rapazes tivessem que comer macacos e até insetos repugnantes para, de alguma forma, saciar a fome. Junto com Marcus, o exausto Rurechert volta para trás, enquanto Yossi e Kevin constroem uma jangada improvisada, mas ela não resiste à correnteza violenta. O segundo tem mais sorte: ele chega quase imediatamente chega à margem; Ginsberg, por sua vez, é levado pela correnteza por muitas horas adiante. O pobre sobrevivente tenta encontrar o amigo, mas, na verdade, fica sozinho diante de todos os horrores da selva selvagem. À sua disposição, há apenas um spray repelente de insetos, uma faca, fósforos e pequenas bugigangas, incapazes de salvar sua vida. No entanto, o viajante em apuros não se desespera; ele está pronto para lutar pela própria vida. O jovem apavorado é obrigado a conhecer todas as “belezas” e a “simpatia” da selva amazônica, afinal todos os seus habitantes estão prontos para dar as boas-vindas pessoalmente ao hóspede indesejado. Cobras venenosas, insetos contagiosos, macacos agressivos e até mesmo uma onça-pintada começam a perseguir o rapaz judeu. Mordido, arranhado e maltratado pelos golpes do destino, o herói busca qualquer sinal de presença humana, na esperança de ser salvo. O solo, transformado em pântano pelas chuvas tropicais, bem como as alucinações causadas pela fome, privam completamente o jovem da capacidade de conviver com as realidades assustadoras que o cercam.