Bem-vindo a um lugar onde não há leis nem regras, um lugar onde o braço longo da lei não alcança, e onde o conceito de justiça é tão efêmero e fantasmagórico quanto o ar. Aqui é possível transformar em realidade seus desejos mais incríveis, secretos e imorais, e a única limitação são os estreitos limites da própria imaginação. O nome desse paraíso utópico, desse mundo fictício, mas tão real, dotado de bilhões das mais ousadas possibilidades e dos desejos mais selvagens, é “Vício”. Esse oásis para corações depravados surgiu graças à imaginação, à mente brilhante e ao talento empresarial de um certo Julian Michaels, que percebeu a tempo o que tanto faltava à maior parte da humanidade, atolada em pensamentos depravados e atos pecaminosos. É claro que uma multidão de pervertidos, sádicos e criminosos ocultos se tornam, dia após dia, clientes fiéis desse sistema maravilhoso e cativante, no qual, para satisfazer as necessidades, são utilizados robôs humanóides — andróides, cujas emoções, cuja aparência e comportamento não diferem em nada dos de uma pessoa comum. A maioria acolhe e até idolatra a criação do grande Julian Michaels, mas, ao mesmo tempo, há também seus ferrenhos oponentes, como o detetive da polícia Roy. Ele vem em auxílio de uma garota — um androide chamada Kelly — cuja memória os programadores da “Vício ”, por falta de tempo, não apagaram completamente a memória após mais uma série de torturas sadomasoquistas contra ela e sua amiga. Kelly conseguiu fugir e se lembra de tudo; por isso, agora sua principal tarefa é fazer com que os demais companheiros de infortúnio caiam em si e derrubar todo esse sistema podre, que se instalou tão firmemente na realidade ao seu redor. O detetive Roy persegue os mesmos objetivos, mas quais são as chances de sucesso desses dois aliados, já que todo o mundo das pessoas que adoram o paraíso pecaminoso está contra eles?