“Meu Rei” — do mundo dos clássicos do cinema francês. Inúmeras cenas emocionantes relacionadas a traições, ciúmes e um amor louco e incondicional. Uma mulher já não tão jovem, mas ainda bonita, decidida a descansar da rotina cotidiana, passando férias em uma estação de esqui, sofreu uma grave lesão na perna. Esse grande contratempo mantém Toni acamada por um longo período. Forçada a ficar deitada sem se mover, à mulher não resta nada a não ser mergulhar nas lembranças. Ela começou a repassar sua vida como um filme desde o início, relembrando os acontecimentos que a levaram a se decidir por um ato tão desesperado quanto uma descida perigosa da montanha. Dez anos atrás, ela conheceu um homem charmoso e, em todos os aspectos, positivo. O romance deles começou tão rápido e intensamente que, às vezes, Toni se sentia desconfortável com aquela paixão enlouquecedora que a consumia. Todo o romantismo da paixão e da sensualidade mostrada no filme “Meu Rei” era ofuscada apenas por um sentimento traiçoeiro de ciúme, que corroía toda a integridade de sua felicidade sem nuvens. Ela era advogada e, devido à sua profissão, buscava constantemente justificativas para as ações de seu amado. Mas, em determinado momento, tudo desabou, ela simplesmente se cansou daquela vida, que exigia dela constante abnegação, sem oferecer qualquer explicação. Agora, sem poder consertar tudo, Toni tenta repensar sua vida e entender: onde ela errou e o que fez de errado? Por que seu destino mudou tão inesperadamente e como agora é possível corrigir o erro?