Em geral, nas delegacias trabalham apenas homens, já que essa atividade, complexa tanto psicologicamente quanto fisicamente, não só é incrivelmente desgastante, mas também representa uma ameaça significativa à vida humana. Poucas mulheres decidem, sem hesitar, arriscar-se diariamente; as demais preferem locais de trabalho mais tranquilos e aconchegantes, onde possam passar o dia inteiro no calor e na calma até o tão esperado fim do turno. A protagonista do filme policial de ação “A Assassina” é uma dessas exceções marcantes. A mulher já serve há bastante tempo nas fileiras da corajosa Agência Federal de Investigação e está acostumada a viver constantemente à beira da morte. Kate Maker ajudou fielmente a desmascarar e neutralizar dezenas de criminosos perigosos, mas a missão atual a faz tremer de medo. A agente precisa servir de escolta para dois misteriosos rangers, cujo plano é chegar até um barão da droga indescritível e extremamente poderoso, que está sempre se escondendo do braço longo da justiça. A dificuldade não está apenas no fato de que, do lado do chefão do crime, há uma multidão de assassinos de aluguel profissionais, prontos para matar qualquer pessoa que apareça no campo de visão, mas também no fato de que os rapazes terão que, por algum milagre, conseguir atravessar com sucesso o famoso ponto de fronteira, onde não existe tal conceito como “lei”. Ao chegarem ao outro lado dos Estados Unidos, onde mal começam os territórios mexicanos da ilegalidade, os policiais do filme *O Assassino* terão vida difícil, pois permanecer vivos será uma tarefa muito complicada. Kate compreende perfeitamente toda a complexidade do processo que se aproxima, mas, na verdade, a agente nem imagina que toda aquela imagem de caos e violência que ela criou sua mente não passa de uma pálida imitação da desumanidade e do horror sangrento que ela terá de enfrentar cara a cara na realidade.