Robert Kirbison, ao convidar para seu novo filme “Boone: O Caçador de Cabeças”, o lutador bastante conhecido John Hennigan, está confiante de que seu personagem conseguirá escapar de todas as armadilhas e, no fim das contas, fará justiça nessa luta desigual contra o crime organizado, mantendo-se vivo. Boone, o famoso “caçador de cabeças”, corre quase todos os dias seminu pelas ruas, perseguindo criminosos ou simplesmente pessoas que de alguma forma o incomodaram, por exemplo: que não pagaram uma multa de estacionamento. E toda essa ação é sempre filmada por inúmeros funcionários do programa, que, para esse fim, chegam a usar até drones. Para Boone, não importa quem ele esteja perseguindo. Todos chamam sua atenção, até mesmo atores famosos como Kevin Sorbo, o célebre Hércules, que também atuou em séries como “Xena: Rainha dos Guerreiros” (1995–2001), “Havaí 5.0” (2010–...) e outras. Este é o território de Bun, e ele é o dono absoluto dele. Ninguém nem nada escapará de seu olhar perspicaz e vigilante. Ele vai desmascarar todos e cada um. Ele vai dar uma olhada na cozinha, na sala e até mesmo no banheiro, desde que consiga pegar o vilão que infringiu a lei. Ele e sua equipe encurralam o infrator como caçadores perseguindo uma presa, e este simplesmente não tem para onde fugir, a não ser que se entregue voluntariamente à justiça. E tudo isso em nome do programa e de sua audiência. Os cidadãos que infringirem a lei não poderão andar tranquilamente pelas ruas, pois o caçador de recompensas certamente os encontrará e os “dará o que merecem”. Bun não exige recompensa por seus feitos, ele simplesmente restaura a justiça ao punir os malfeitores. Mas as coisas acabaram tomando outro rumo quando Bun decidiu desmascarar um chefe influente à frente de um conhecido cartel de drogas que estendia seus tentáculos por toda a cidade. É aí que ele começa a refletir sobre o que é mais importante para ele — o triunfo da lei ou a audiência do programa em que ele atua.