Se perguntarmos a qualquer criança ou adolescente se ele é fã de alguma personalidade simpática, praticamente 100% das respostas serão afirmativas. Um enorme fascínio e admiração mantêm o pequeno espectador grudado na tela quando o personagem favorito está prestes a aparecer na TV. Paredes do quarto cobertas de pôsteres, conversas entusiasmadas conversas entusiasmadas sobre o ídolo com colegas e pais, discussões acaloradas sobre se a história, a personalidade e os monólogos dele são verdadeiros — algo tão familiar para a metade adulta da humanidade. Doces, camisetas, canecas e quaisquer outros itens com a imagem do ídolo, colecionados em massa pelo pequeno travesso, mais cedo ou mais tarde passarão por um teste de qualidade. Para o protagonista do desenho animado de aventura “A Turma das Aves”, um periquito adolescente chamado Kuko, essa personalidade marcante é uma ave superdivulgada — o super-herói apelidado de El Americano. Esse personagem da televisão dá conta das mais incríveis aventuras, pois, além da coragem, ele também possui uma série de habilidades fantásticas que ninguém mais tem. Em vez de ajudar os pais, Kuko, como se estivesse hipnotizado, fica assistindo sem parar aos programas com o famoso super-herói alado. Por causa disso, ele perde um momento crucial, quando seu pai é encurralado por uma gangue perigosa que quer tomar o controle do negócio da família, ligado ao circo. O filhote decidido, juntando as asas no punho, parte a toda velocidade para Hollywood em busca de seu adorado El Americano, mas se depara com uma descoberta aterrorizante. Tudo o que ele considerava verdade acabou sendo uma ficção bem elaborada, e seu ídolo revelou-se apenas uma pálida imitação do que ele apresenta diariamente na tela. Desolado, Kuko decidiu não desistir, pois sentiu dentro de si todas as qualidades necessárias para ajudar sua família na batalha contra a gangue de aves.