« A “indústria dos cartões comemorativos” está em plena expansão. A população americana, apesar da internet, continua a usar cartões comemorativos e, somente no ano passado, foram comprados cartões no valor de mais de 3 bilhões de dólares. Imagens coloridas para qualquer feriado ou simplesmente para qualquer ocasião voam como “pãezinhos quentinhos”. Casamentos, aniversários, ocasiões românticas, aniversários, Natal — esses são os líderes de vendas entre os demais cartões. O setor, sem exagero, está prosperando; afinal, como dizem os especialistas, um cartão bem escolhido pode mudar qualquer pessoa, mesmo a mais intransigente. Uma grande equipe criativa trabalha na criação de novos cartões, bonitos e que chamam a atenção. Na cidade, eles são tratados praticamente como as estrelas de Hollywood, afinal, com seus cartões, proporcionam alegria e prazer estético. Cada novo cartão, especialmente aqueles dedicados ao amor, é aguardado com grande ansiedade. Afinal, seus produtos não são apenas bonitos e bem elaborados, eles tocam o coração e a alma, e muitas pessoas comuns às vezes nem conseguem acreditar que a pessoa que criou tal ou tal cartão genial vive e trabalha na cidade delas. Nosso herói, chamado Ray, há muito tempo era considerado um mestre insuperável da pena. Eram seus textos que apareciam nos cartões mais populares e mais vendidos, mas o tempo passou e, sem que se percebesse, o peso da fama deixou de o oprimir e ele foi quase esquecido. O homem não gosta muito desse esquecimento; ele, é claro, quer voltar a ser o rei, o único cujos textos aparecerão nos cartões produzidos. Mas eis o problema: ele não está nem um pouco confiante em suas habilidades e, enquanto todos os outros escritores quebram a cabeça com o texto para um novo cartão de Dia da Amada, ele se envolveu em uma história sombria, da qual será muito difícil sair.