O enredo do filme “A Infância do Líder” se passa na França de 1918. A Primeira Guerra Mundial está chegando ao fim. Para isso, contribuiu em grande medida o pai de Prescott (Liam Cunningham), de dez anos. Seu pai trabalhava para o governo dos EUA, e os métodos utilizados para forçar a aceitação de tratados de paz entre os países envolvidos na guerra nem sempre são adequados. A criança testemunha os mais diversos acontecimentos, alguns dos quais afetaram profundamente sua psique ainda imatura e já tão carente de atenção dos pais. O pai está sempre ocupado com o trabalho, e a mãe é uma mulher profundamente religiosa, que passa o dia e a noite em orações. Prescott fica praticamente à própria sorte e, às vezes, por falta de o que fazer, comete atos impróprios: por exemplo, atirar pedras ou algo ainda pior. A mãe devota não consegue disciplinar o menino, e o pai não tem tempo para isso. Por isso, após mais uma travessura de Prescott, surgiu a questão de sua expulsão da escola. Como resultado, o protagonista do filme *A Infância do Líder* acabou ficando em prisão domiciliar; a única pessoa que cuidava dele e se preocupava com sua educação era uma mulher simples, que trabalhava na casa deles como empregada doméstica. Seu nome era Mona (Iolanda Moro), e ela, às escondidas dos pais de Prescott, visitava-o, levava comida e o consolava. No entanto, a mãe do menino, ao descobrir isso, decidiu demitir a empregada, privando assim o menino de toda esperança e liberando à luz do dia toda a fúria e os vícios mais vis que Mona, com sua cordialidade e bondade, acalmava. Desde então, a criança, totalmente privada de apoio, cresceu, no sentido literal, como um tirano e um déspota, que se considerava a pessoa a quem todos deviam se submeter.