Esse diretor, ator, roteirista e comediante neozelandês tem uma conta pessoal a acertar com a Alemanha hitlerista, já que, pelo lado paterno, ele é maori, mas, por parte de mãe, é judeu. Ele começou a atuar no cinema em 1999 e, inicialmente, atuou sob o pseudônimo de Taika Cohen — o sobrenome de sua mãe. O público pôde vê-lo em projetos de sucesso como “Águia contra Tubarão” ou o já cultuado “Vampiros de Verdade”. A partir de 2004, ele mesmo começou a dirigir, e seus trabalhos rapidamente chamaram a atenção. Eles foram elogiados não só pelo público, mas também pela crítica, e Taika recebeu vários prêmios de prestígio em diversos festivais de cinema por sua curta-metragem “Dois Carros, Uma Noite” e até mesmo uma indicação ao Oscar. Depois vieram mais alguns projetos interessantes e, em 2017, ele dirigiu o blockbuster “Thor: Ragnarok”, no qual também atuou em vários papéis: Korg, a terceira (direita) cabeça de Haddj, o Hulk e Surtr. Resumindo, ele é um homem de muitos talentos. O novo filme “Jojo Rabbit” dará continuidade à tradição de mostrar os inúmeros dons de Taika. Portanto, o personagem principal é Jojo. O menino perdeu o pai recentemente e mora com a mãe, papel que Scarlett Johansson aceitou interpretar. Ele tem apenas dez anos e sonha em crescer e se tornar o melhor nazista do país e do mundo. E o que é preciso fazer para isso? Claro, ingressar na “Hitlerjugend” — a organização juvenil onde se encontram as crianças mais leais ao Grande Reich e onde são educadas no espírito necessário para a Grande Nação. No entanto, entre seus colegas, as coisas não estão dando certo para o protagonista. Ele sofre um fracasso atrás do outro, sente uma profunda vergonha e se torna alvo de de zombaria de seus colegas, que demonstram total desprezo por ele. Jojo tenta compartilhar seus problemas com a única pessoa próxima a ele — sua mãe. Mas ela acha que o filho está inventando problemas… Sofrendo com essa situação, a criança cria em sua imaginação o melhor e mais confiável amigo — Adolf Hitler. Nessa personagem se unem tudo o que é mais querido ao coração do adolescente — tanto traços de seu pai falecido quanto do ídolo universal — o führer nacional. E já fica difícil distinguir onde está a realidade e onde está o jogo da imaginação. E aí, mais um problema recai sobre o pequeno herói de “Jojo, o Coelho”. Acontece que sua mãe está escondendo uma menina judia em casa. E como ele conseguirá agora se livrar desse emaranhado de problemas ideológicos, psicológicos, morais e éticos?! Será que seu estranho amigo Hitler, que, aliás, não se parece em nada com seu protótipo real, vai ajudá-lo nisso?