A comédia melodramática “Das 5 às 7. A Hora dos Amantes” nos conta sobre uma situação de vida absurda, mas muito original, que aconteceu com um jovem escritor americano chamado Brian. O rapaz conhece por acaso a encantadora Jane — esposa do embaixador francês — e logo se apaixona perdidamente por ela. O romance ganha força rapidamente. O casal, que se encontra todos os dias no hotel, aos poucos passa a sair pelas ruas da cidade e começa a frequentar eventos sociais. Brian descobre a estranha atitude dos franceses em relação à infidelidade. Os amantes têm permissão até mesmo para se abraçar na frente da família, mas dentro dos limites do bom gosto. O marido — o embaixador — aperta a mão e sorri, enquanto as crianças, radiantes, o recebem como se fosse um parente próximo. O escritor é recebido com alegria pelos novos membros da família. O rapaz fica em choque e não consegue entender como isso é possível. Jane chega até a conhecer os pais dele e, sem constrangimento, conta que tem um marido amado e dois filhos, o que causa uma onda de perplexidade entre os presentes. Os amigos e parentes do rapaz consideram isso uma grande bobagem, mas o próprio Brian entende que isso não pode durar para sempre e quer possuir sua amada por completo. Duas horas por dia já não são mais suficientes para ele, e o horário dos encontros, das 17h às 19h, parece ridículo; é preciso mudar a situação de alguma forma, mas como exatamente? O que vemos a seguir no filme “Das 17h às 19h: O Tempo dos Amantes”: Brian decide violar a proibição mais rígida e beijar sua amada à vista de todos, sem suspeitar das tristes consequências que isso pode acarretar. Ao mesmo tempo, seus pais aceitam o papel de sogros de uma nora casada, sabiamente concluindo que o mais importante na vida é o amor e que não faz sentido se tornar um obstáculo para ela. Brian, por sua vez, está determinado: seus planos são derrubar os padrões franceses e se tornar o único homem na vida da deslumbrante Jane.