O diretor Jean -Luc Godard, uma figura muito controversa. O grande cineasta vê o mundo de maneira um pouco diferente de todos os outros e, com grande alegria, compartilha suas visões sobre a vida com o público. Desta vez, Godard criou o filme dramático “Adeus, Discurso”. À primeira vista, pode parecer que o filme seja uma espécie de miscelânea de imagens, palavras, sons, enredos, citações e trechos de reportagens. Vai ser muito difícil entender tudo isso. Por isso, é preciso encontrar um ponto de apoio, ou até mesmo um ponto de referência, que permita penetrar no interior do filme… O autor do filme decidiu explorar aquela situação em que pessoas próximas, em um instante, deixam de se entender… em que — momento se perde o fio condutor mais importante: a compreensão mútua… Ele e ela… Homem e mulher… Marido e esposa… Um filósofo solitário de meia-idade e uma estudante… São tão diferentes que parece que nenhuma força no mundo seria capaz de uni-los… Eles são tão próximos que parece que nenhum problema seria capaz de separá-los… E, no entanto, eles não formam um todo… Os cônjuges perderam a habilidade de se compreender, de ouvir e, o pior de tudo, de conversar. Ajudar essas pessoas infelizes a se comunicarem é tarefa que só seu fiel cão consegue realizar… Quem diria que um simples amigo de quatro patas poderia ser um excelente intérprete para aqueles que perderam tanto a fala quanto a audição… Somente o cão é testemunha muda de tudo de bom e de ruim que acontece na vida desse casal…