Raymond Cutter é um malandro e tanto. Em sua época, o protagonista desesperado do drama policial “O Falsificador”, experimentou em carne própria todas as delícias da ascensão na carreira criminosa. Em seu repertório, dá para encontrar de tudo, desde furtos de bolso até golpes de grande porte, relacionados à troca de quadros de artistas mundialmente famosos. A sede por aventuras imorais e o gosto pelo extremo, associados a roubos e esquemas imprevisíveis, foram herdados da geração mais velha de seus parentes, que também não se destacavam pela prudência. Mas os tempos mudam: após cumprir quatro anos de pena por mais uma fraude, Ray entra com um recurso no tribunal, que não surte efeito algum. Faltam dez meses para cumprir, mas Katter não pode esperar devido a graves circunstâncias familiares. Seu filho está com uma doença incurável. O tumor cerebral detectado não dá nenhuma chance ao adolescente de 14 anos. Raymond entende que, se não sair da prisão, perderá para sempre seu filho, sem sequer ter se despedido dele. Ele é obrigado a pedir ajuda ao perigoso chefão do crime Tom Kiggan, que concorda em ajudar o ex-companheiro de crime, mas em troca de um pequeno favor — a falsificação e o roubo de um dos quadros mais famosos de Claude Monet de um museu. O talentoso artista não tem como recusar, afinal, estão em jogo os últimos meses de vida de seu filho, que ele simplesmente precisa passar ao lado dele.