África. Um continente escaldante que venceu o apartheid, mas onde o totalitarismo permanece invicto… O imenso continente amarelo, onde assolam o vírus Ebola, as pragas e os conflitos políticos… Um paraíso terrestre que, em certos momentos fatídicos de sua história, mais se assemelha ao inferno… Um continente-colônia que nunca conseguiu se libertar definitivamente dos abraços firmes — e não isentos de uma ternura sádica — das antigas metrópoles… Um continente de contrastes, no qual a pobreza não tem nada de nobre, e a riqueza é sempre ostensivamente provocante… Há muito tempo, ainda na época dos confrontos violentos contra a força progressista do apartheid, Ali Sokhila quase morreu nas mãos de um membro da organização Inkhat. Mas ele sobreviveu e, agora, Ali é chefe da polícia local na Cidade do Cabo. Certa vez, uma terrível tragédia ocorre na cidade: duas mulheres são assassinadas, uma delas uma garota ainda muito jovem… Ao investigarem o caso junto com seu parceiro, Brian Ipkin, os policiais se deparam com algo que jamais imaginariam ver… Esses dois assassinatos, ao que parece, estão relacionados entre si, e a causa de suas mortes é muito mais assustadora e complexa do que parece à primeira vista… Ao desvendar esse caso, os policiais enfrentam um enorme perigo não apenas para si mesmos, mas também para um número muito maior de pessoas… Eles nem imaginam aonde esse caso os levará, e como ela mudará suas vidas… Esse caso terrível nos fez refletir sobre a desumanidade humana…