Os diretores e roteiristas Aaron Hann e Mario Missioné se reuniram novamente para, em conjunto, apresentar ao público o thriller psicológico “O Círculo”, cuja ação se desenrola em um espaço fechado, fazendo o espectador se encolher na poltrona na expectativa de algo de terrível e desesperador. Os personagens do thriller “O Círculo” se viram exatamente nessa situação. O local onde todos acordaram — nada menos que 50 pessoas — parecia sombrio e não havia como sair de lá. O que seria isso? Uma piada de mau gosto, uma brincadeira, um experimento desumano? Quem os reuniu naquele lugar, com que propósito e por que se guiou na seleção? Status social, gênero, preferências religiosas? Não, no local há homens e mulheres, de diferentes cores de pele e credos. E eles não têm tempo para refletir sobre como chegaram ali, por quê e como sair dessa armadilha. Cada um deles tem apenas dois minutos, e nesse curto espaço de tempo, cada um deles precisa decidir quem será o próximo a morrer. Caso contrário, aquele que os atraiu para cá fará a escolha por conta própria, e ele não será sentimental, não hesitará; não se guiará por nada, nem a idade do condenado, nem sua situação familiar, nem seu alto status social o deterão; nem mesmo a expectativa de um filho influenciará a escolha do desconhecido. Como se fosse uma máquina sem alma, ele apontará o dedo e tirará uma vida preciosa, e novamente os malditos dois minutos passarão com incrível rapidez, e mais uma vez será preciso fazer uma escolha. Cada um deles não quer morrer; talvez nem sequer deseje a morte das pessoas que estão com eles no círculo, mas a situação sem saída, a consciência de que você será o próximo, não deixa escolha e transforma as pessoas em máquinas igualmente sem alma, desejosas de prolongar sua existência, pelo menos por algum tempo. O tempo avança implacavelmente, contando os minutos até a morte do próximo condenado. O número de participantes dessa espécie de roleta da morte vai diminuindo cada vez mais; resta apenas uma pergunta: será que algum deles sairá vivo?