No centro do enredo do filme está a história de um soldado raso do Exército dos EUA — Desmond T. Doss. Herói de guerra e médico de campo, condecorado com a Medalha de Honra, ele nunca, em todo o tempo de serviço, utilizou uma arma nem matou uma única pessoa. Quando foi convocado para o exército, o comando se deparou com o fato de que ele era um pacifista convicto; devido às suas crenças religiosas, também era adepto do sétimo dia, o que o levava a recusar-se categoricamente a pegar em armas e, muito menos, a dispará-las. Por esse motivo, foi designado para o corpo médico. Ao tornar-se paramédico, Doss, sem temer os bombardeios, permanecia constantemente na linha de frente, resgatando feridos do campo de batalha. Foi ferido mais de uma vez, primeiro por um estilhaço de uma granada acidental e, mais tarde, foi alvejado por um atirador de elite, mas, felizmente, apenas ficou ferido, e não morreu. A Batalha de Okinawa, que durou 82 dias, foi uma das mais sangrentas. Foi justamente nessas batalhas que o soldado raso do Exército dos EUA — Desmond T. Doss — se destacou quando, mesmo estando gravemente ferido, ele voltava repetidamente ao campo de batalha, procurando aqueles que precisavam de sua ajuda, carregando sempre consigo um soldado ferido. Ele resgatou 75 pessoas da linha de fogo durante essa batalha. Ao fim da guerra, quando a tão esperada paz chegou, seus méritos para com a pátria não foram esquecidos. O Congresso dos EUA condecorou o corajoso e destemido pacifista com uma medalha por bravura. Esse homem tornou-se um herói mundialmente famoso, que permaneceu fiel às suas convicções e nunca duvidou da correção de seus atos.