Os assassinos se aposentam? Provavelmente não, mas às vezes eles querem se afastar da ativa, embora seja muito, muito difícil fazer isso. Seu trabalho e seus méritos são bem remunerados, é claro, às vezes até demais, mas isso por si só não é motivo para o respeito e o carinho. Essas pessoas não são respeitadas; temem-nas, e até mesmo as desprezam por sua falta de princípios e pela capacidade de cumprir praticamente qualquer encomenda. É o que acontece no novo filme “O Guarda-Costas do Assassino”: um assassino já não tão jovem decidiu, na velhice, mudar de vida e participar de uma boa causa. Testemunhar no tribunal contra aqueles que o contrataram. Uma decisão bastante perigosa, afinal, eles, por sua vez, podem zelar pela própria segurança e contratar um assassino (ou assassinos) para que ele (eles) elimine(m) a ameaça de denúncia. Assim, o assassino idoso também teve que pensar em sua própria vida. Ele se preocupou com sua segurança e contratou o protagonista do filme (interpretado por Ryan Reynolds). A situação se complica pelo fato de que o contratante e o contratado já se cruzaram várias vezes no passado por causa do trabalho, muitas vezes atuando para clientes rivais. Tudo isso não ajudava muito a uma cooperação harmoniosa no presente. Mas não há o que fazer. Trabalho é trabalho, e eles terão que, de alguma forma, colocar suas ambições de lado e começar a se entender. Eles têm apenas 24 horas à disposição, mas, nessas 24 quatro horas, o cliente e seu guarda-costas precisam chegar, a pé, de carro ou de avião, ao destino sãos e salvos. Um dos melhores guarda-costas, para não manchar sua reputação, simplesmente é obrigado a salvar a vida de um dos melhores assassinos, para que este possa finalmente comparecer perante o tribunal em Haia e prestar depoimento. Quem sairá vitorioso nesse confronto: o assassino e seu guarda-costas ou toda uma matilha de assassinos contratados? A resposta a essa pergunta poderá ser encontrada assistindo a este filme de ação e comédia.