É surpreendente que a imaginação das pessoas pinte, em um futuro próximo, um quadro que oscila entre uma vida luxuosa, repleta de abundância e inovações tecnológicas, e mais uma catástrofe provocada pela tecnologia, na forma da extinção de todos os seres vivos na Terra e, consequentemente, da extinção de toda a humanidade. O filme de ficção científica “2067: O Laço do Tempo” de produção australiana mergulha os espectadores na situação desastrosa em que se encontram os sobreviventes do planeta natal, devido à atitude negligente em relação ao meio ambiente, e que sofreram um forte revés na forma do esgotamento da natureza devido à falta de oxigênio no ar. Um cientista avançado sabe que, em um futuro próximo, ocorrerá um cataclismo global que destruirá todo o modo de vida a que as pessoas estão acostumadas. Para contribuir para a recuperação do planeta, ele prepara seu filho, desde a infância, para uma futura façanha. Uma pulseira especial é implantada no pulso da criança, na qual está gravada a orientação do pai sobre os passos mais importantes da vida adulta. O pai — o cientista — não tem o direito de revelar de onde sabe das consequências das destruições globais; ele não pode impedir esse futuro apavorante agora, mas deve preparar seu filho, Eaton, para a missão que o aguarda. Eaton cresceu, amadureceu e se casou com uma mulher maravilhosa, que trabalha em uma escola com crianças do ensino fundamental. Em casa, ela compartilha com ele suas impressões e lamenta que o número de crianças esteja cada vez menor, o que significa que a humanidade está, lenta mas seguramente, entrando em extinção. Também cresce a taxa de mortalidade entre adultos devido à falta de oxigênio — esse fenômeno é chamado de “doença do século”. Certa vez, a diretora do laboratório científico convida Eaton para ir até seu escritório para uma conversa particular e, enquanto isso, ativa um aparelho incomum, por meio do qual foi recebida uma solicitação do futuro: “Enviem Eaton White”. Eaton fica perplexo; ele não consegue acreditar em uma missão tão fantástica, mas também não pode recusar-se a cumpri-la. Junto com o homem que o acompanha, eles vestem trajes espaciais e, ao apertar um botão, partem para um tempo desconhecido, a fim de corrigir a ameaça iminente a todos os seres vivos na Terra. Em um voo vertiginoso pela toca do coelho, um mundo resplandecente, repleto de cores vivas e luz, surge diante dos dois viajantes através do espaço e do tempo. Eles veem prédios abandonados, cobertos de vegetação, o sol ofuscante no céu, e o mundo parece bondoso e pacífico. Eles precisam encontrar as pessoas que enviaram o convite e compreender quais são as origens do desastre que se aproxima. Esse é o início da jornada, e a questão já não se resume ao remédio; tudo é muito mais sério. Eton se lembra das palavras do pai sobre o fio que une o universo, o campo invisível que envolve cada objeto, cada ser vivo, e compreende que tudo no mundo está interligado de forma mais forte do que se possa imaginar.