Christian não é apenas um escritor de sucesso, mas também um viajante e jornalista famoso em seu país natal. Naquela época, ele ficou chocado com um assassinato ocorrido em uma pequena cidade. Na ocasião, o conhecido empresário Dariusz Janiszewski foi assassinado. O corpo da vítima foi encontrado na margem do rio local, o Odra, bem próximo a Vatslov. E não foi por acaso que Bal decidiu escrever esse thriller policial, já que era ele quem figurava nos autos do inquérito criminal aberto como principal suspeito. O fato é que a esposa do falecido Yanishevsky era amante de Christian. Ele chegou a ser detido e ficou na prisão preventiva por algumas semanas, mas depois foi solto por falta de provas. Se os investigadores tivessem tido mais sorte, Bal não teria tido sorte alguma, já que, pelo assassinato, ele corria o risco de cumprir pelo menos 25 anos de prisão. E foi aí que Christian não teve ideia mais inteligente do que escrever um livro sobre esse tema tão polêmico para ele. Além disso, descreveu com detalhes e vivacidade aquele terrível assassinato. Três anos depois, o romance foi publicado, tornando-se imediatamente um verdadeiro best-seller. Mas o autor não se alegrou por muito tempo se alegrou com o sucesso financeiro e a fama conquistada, pois a polícia começou a receber cartas anônimas de um certo benfeitor, e, além disso, de vários países do sudeste asiático, onde o próprio Bal, em tempos, havia aprendido mergulho autônomo — da Coreia do Sul e da Indonésia. O autor das cartas chamava sarcasticamente o assassinato do infeliz empresário de “crime perfeito” e aconselhava os policiais a, sem falta, lerem o livro “Fúria”. Não restou outra opção a eles a não ser retomar a investigação do caso, e o conteúdo do livro serviu de pista para suas ações subsequentes. Ao longo da nova investigação, foram surgindo novos fatos e provas que incriminavam o jornalista e escritor pelo envolvimento no assassinato. Em primeiro lugar, foram encontradas testemunhas que o viram no dia do assassinato na companhia do empresário Yanishevsky. E, quatro dias depois, Bal tentou vender em leilão o celular da vítima. Após a investigação e o julgamento, Bal foi condenado e recebeu a pena correspondente, e o livro foi retirado de circulação. No entanto, os advogados entraram com recurso de apelação e, em 2007, ele foi libertado, pois, em um novo julgamento, concluiu-se que a culpa não havia sido totalmente comprovada pela polícia. Mas o Ministério Público também não ficou de braços cruzados e apresentou seu próprio recurso. Desta vez, o escritor foi novamente condenado e preso, e a Suprema Corte, em nova análise, manteve a sentença.