Seu nome é Henry Pearl. Por uma série de razões relacionadas à sua saúde, ele, desde a primeira infância, leva um estilo de vida predominantemente noturno. Henry sofre de uma doença de pele muito rara (menos de um caso a cada 1 milhão de recém-nascidos) — a doença de Günter. A luz solar é categoricamente contraindicada para os doentes, pois ela pode matá-los. A única amiga fiel, confiável e amorosa que ele tinha era a mãe, que cuidou dele e o protegeu durante toda a vida. Esse estilo de vida deixou sua marca no caráter do jovem. A pintura tornou-se a principal paixão do jovem. Ele pinta muito bem e se dedica a isso em todo o tempo livre que tem, o que, na muito. Durante o dia, ele precisa se esconder cuidadosamente dos raios de sol atrás de cortinas bem fechadas; já à noite, Henry pode passear tranquilamente pelas ruas escuras e desertas e pelas alamedas do parque, prestando atenção aos sons noturnos e às conversas das poucas pessoas que ainda não foram dormir, entrar em cafés noturnos e conversar com os frequentadores assíduos. Ele ia nadar e alimentava o cachorro que o esperava todas as noites, sempre no mesmo horário. É claro que o jovem tem amigos, mas o coração de Henry ainda não pertencia a ninguém. É bastante difícil encontrar uma garota que não apenas aceite seu estilo de vida, mas também se conforme com sua aparência bastante desprezível, já que, às vezes, os raios de sol acabavam atingindo o corpo do jovem, deixando nele cicatrizes e feridas. Mas uma jovem acabou chamando a atenção de Henry. À noite, Henry trabalhava como ajudante na oficina de um amigo, e foi lá que ele conheceu aquela que se gravou em sua alma. O carro dela havia quebrado e, por uma inexplicável coincidência, aquela garota sofria da mesma doença que Henry. A partir daquele momento, a vida do jovem mudou radicalmente. Seu coração transbordava de felicidade, e em sua mente surgiam novas imagens que ele registrava em seus desenhos.