No centro da trama do filme “Golcius e a Companhia Pelicã”, que pode ser assistido em nosso site, o artista Henrik Golcius, natural da Holanda, quase nunca tinha moedas tilintando nos bolsos, o que significa que talvez ninguém, além dele mesmo, venha a ver seu talento como gravador habilidoso. Infelizmente, também no mundo contemporâneo não faltam problemas desse tipo; nem sempre as pessoas criativas conseguem se destacar perante o mundo inteiro, mas Henrik não é do tipo que estão dispostos a desistir tão facilmente; ele está decidido a lutar pelo seu sonho, e o primeiro passo em sua trajetória profissional será um encontro com o marquês da Alsácia e o clero. Ao apresentar seus dois projetos para apreciação e crítica, Golcius certamente esperava ouvir críticas um pouco diferentes em seu endereço; como qualquer criador, ele considera suas obras perfeitas, mas, visto de fora, tudo parece bem diferente: cenas de nudez e encenações frívolas provocaram uma enxurrada de emoções contraditórias. Para alguns, a apresentação pareceu vulgar demais, enquanto outros chegaram até a se apaixonar por uma das integrantes da trupe teatral “Companhia do Pelicano»; sem dúvida, ela, sem pensar duas vezes, trocou a vida sem dinheiro e os trapos que usava como roupa por lençóis de seda. A segunda peça, destinada ao futuro livro, também não transcorreu sem percalços; talvez tenha sido um pouco mais bem-sucedida do que a primeira, mas há um porém: nosso marquês mais uma vez escolheu uma amante para si e, dessa vez, seu alvo foi a própria esposa do escritor e dramaturgo. No triângulo amoroso que se formou, o terceiro era claramente de sobra e, aproveitando-se de sua posição, o marquês apaixonado prende o escritor, mas a história não termina aí!