Esse rapaz nasceu em uma família muito pobre de origem italiana; por isso, ninguém se ocupou de sua educação e ele praticamente cresceu nas ruas. No início, a família de John morava no Sul do Bronx e em Harlem; depois, mudaram-se para o Queens. Aos 29 anos, em 1969, ele foi condenado por assalto à mão armada e ficou preso em “Lewisburg”, na Filadélfia, até 1973, quando foi libertado. Não ficou muito tempo em liberdade; dois anos depois, foi preso novamente, desta vez sob uma acusação mais grave — homicídio. No entanto, John ficou preso por apenas dois anos e, a partir do final de 1975, ele já fazia parte da família Gambino, na equipe do chefão do crime Carmine Fattico. É verdade que Fatico não permaneceu por muito tempo à frente do grupo, pois, algum tempo depois, foi preso, e Joseph Gotti assumiu o lugar de Carmine, onde John passou a atuar com toda a força. Sua equipe participou de praticamente todas as operações importantes, como, por exemplo, o assalto no Aeroporto John F. Kennedy. Mas para John, vaidoso e sedento de poder, tudo isso era pouco. Ele desejava mais, mas enquanto Paul Castellano ocupava o cargo de chefe da família Gambino, isso era impossível. Foi assim que surgiu a ideia de tirar Paul do caminho, o que ele fez. Finalmente, John alcançou o poder absoluto, e sua família se tornou uma das mais ricas e influentes do mundo do crime. Sofreu tentativas de assassinato, enfrentou acusações, mas praticamente sempre saía “ileso”. O filme abrange o período de três anos em que John Gotti comandou a família Gambino em Nova York, ao lado de seu filho John Júnior e sua fiel esposa, Victoria. Era justamente ao filho que Gotti queria passar as rédeas do poder, mas este recusou-se categoricamente, afirmando que não desejava se envolver nos negócios criminosos do pai.