Curtis e Samantha são um casal que vive em perfeita sintonia. Eles têm uma filha pequena, surda e muda, chamada Hannah, um cachorro chamado Red, uma boa casa, um emprego estável, embora não seja muito bem remunerado, mas não precisam de mais nada. Todos os entes queridos os colocam como exemplo e, no fundo, invejam a felicidade alheia. Eles continuariam vivendo assim maravilhosamente, se de repente Curtis não começasse a ter sonhos estranhos, nos quais, do nada, surge um furacão assustador, e pessoas conhecidas se lançam hostilmente contra ele e sua família, desejando a morte deles. A cada dia, as visões e os sinais se tornam cada vez mais cruéis e assustadores, atormentando cada vez mais o homem, que se torna irritadiço e agressivo, algo que antes não se observava nele. Família e amigos deixam de compreendê-lo, e as conversas sobre a catástrofe iminente são interpretadas como delírios de um louco, em quem, por uma razão desconhecida para todos, se transformou uma das pessoas mais sensatas e equilibradas da região. Perder a compreensão dos entes queridos, o emprego, a saúde, Curtis não consegue se acalmar e, apesar das zombarias das pessoas ao seu redor, decide salvar sua família e construir para eles um abrigo seguro contra o apocalipse que se aproxima. Ele contrai um enorme empréstimo no banco, que ameaça levá-lo à ruína, e dá início à construção. Ao mesmo tempo, não consegue deixar de pensar na mãe, que aos 30 anos foi diagnosticada com esquizofrenia paranóica, e há a possibilidade de que a doença mental tenha sido herdada por ele. O que realmente está acontecendo com Curtis? Será que ele está mesmo louco ou, afinal, o amor pela família despertou nele o dom da previsão, e o furacão dos sonhos se tornará realidade?