Jacqueline Lee Bouvier, conhecida simplesmente como Jackie, nasceu em 28 de julho de 1929. A partir de 1961, ela se tornou a primeira-dama dos EUA, ao se casar com John Kennedy, que naquele ano foi eleito presidente dos Estados Unidos. E permaneceu no cargo até o assassinato dele, ocorrido em 1963. Ela foi uma das mulheres mais populares de sua época; para os Estados Unidos, tornou-se um padrão de beleza, elegância e bom gosto, sendo considerada uma referência da moda, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, onde era vista como uma das suas, especialmente na França, graças às suas raízes francesas. Jackie era extremamente culta, inteligente, possuía uma graciosidade e fotogenia incríveis. Entendia profundamente de diversas formas de arte; sua contribuição para a preservação da arquitetura histórica nos Estados Unidos é inestimável. Além disso, ela própria era uma profissional notável — jornalista e editora. Seu trabalho em várias editoras ainda hoje é motivo de gratidão por parte dos autores com quem teve a oportunidade de colaborar como editora. Este filme começa com os momentos mais trágicos de sua vida, quando John Kennedy foi assassinado em Dallas. Durante esses acontecimentos, Jackie conseguiu demonstrar grande coragem e autocontrole; ela mesma preparou e, praticamente, dirigiu o funeral do marido, que se destacou pela sobriedade e solenidade aristocráticas, conferindo a esse evento um tom incrível de tragédia. Mas também sua vida posterior foi repleta de acontecimentos dramáticos. Temendo tanto por sua própria vida quanto pela vida de seus filhos, Jackie, em busca de proteção e de um ombro amigo, casou-se com o magnata grego Aristóteles Onassis. Mas nem esse casamento lhe trouxe a paz que ela buscava. A relação entre os cônjuges era bastante tensa e vivia à beira do divórcio. No entanto, após a morte de seu segundo marido, Jackie herdou uma quantia bastante considerável para a época, o que lhe proporcionou relativa liberdade. Mas as desgraças não paravam de perseguir Jackie. Em 1994, Jackie adoeceu gravemente e foi diagnosticada com linfoma. No entanto, mesmo durante a doença, essa mulher conseguiu manter seu senso de dignidade e aristocracia. Inicialmente, os médicos deram prognósticos otimistas. Jackie parou de fumar, embora antes fumasse três maços por dia, e continuou trabalhando praticamente até o fim. No entanto, logo o linfoma apresentou metástases… Em 19 de maio daquele mesmo ano, Jackie faleceu. Ela foi sepultada no Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia. Jackie repousa ao lado de seu primeiro marido — o presidente John Kennedy -, de seu filho Patrick e de sua filha Arabella, que nasceu morta… Mas a memória dessa mulher extraordinária permaneceu, e agora ela é um dos símbolos do século passado.