A trama desse desenho animado se passa na década de 1930, na Itália fascista. No início dessa história, conhecemos o mesmo triste Gepeto — um entalhador solitário, cuja vida foi devastada durante a Primeira Guerra Mundial. Outrora, ele tinha um filho; juntos, brincavam, cantavam, riam e se divertiam, até que uma bomba lançada sobre a pequena vila italiana onde moravam ceifou a vida do menino, deixando Gepetto sozinho em sua dor e com uma ferida no coração. Duas décadas depois, o carpinteiro Gepetto, no auge de seu sofrimento trágico, decide fazer um boneco. Derrubando uma árvore especialmente para ele, cria um boneco ao qual a Fada Azul dá vida. Ela também ordena que o Grilo sirva de consciência para aquele menino de madeira que range, a quem dão o nome de Pinóquio. O menino de madeira, ao se transformar em um ser vivo, acaba demonstrando uma enorme curiosidade pelo mundo. Junto com o narrador Sebastião, que está trabalhando em suas memórias, Pinóquio começa a descobrir os planos dos outros, que querem se aproveitar dele. Assim, o protagonista — uma marionete que ganhou vida — parte pela primeira vez em uma jornada. Pinóquio inicia sua carreira em um teatro de marionetes itinerante, onde conhece seu dono — o conde Volpa, que sonha em criar uma atração popular. Em seguida, Pinóquio é alistado à força em um acampamento juvenil fascista, administrado pelo chefe da administração local. Quando esse ambicioso oficial militar descobre que Pinóquio é, por natureza, imortal, ele espera usar tanto ele quanto seu próprio filho, Kendlvi, como instrumentos de guerra.