Nos Estados Unidos — é muito comum entre os adolescentes, após o término do ensino médio, visitar as instituições de ensino superior para escolher exatamente aquela que mais lhes agrade. Ou seja, cada formando ou formada pode tranquilamente visitar qualquer universidade, dar uma olhada, saber tudo sobre o curso e os futuros colegas de turma — alunos dos anos mais avançados e outros candidatos. Depois que o adolescente visitar todos os locais de seu interesse, ele pode escolher aquilo que realmente lhe agradou. É justamente nessa viagem que Konrad e Audrey se conhecem. Eles terminaram o ensino médio e, junto com os pais, estão viajando para escolher o que possa lhes interessar. O pai de Konrad — George — é cirurgião cardíaco. A mãe de Audrey é Edith. E, pelo desenrolar da trama do filme “Middleton” (2013), fica claro que essa viagem era mais necessária para os pais do que para os filhos. Ao passearem pela Universidade de Middleton, George Hartman e Edith Martin de repente se deparam com lembranças de sua vida estudantil — ora alegre, ora nem tanto. Eles mergulham de cabeça nessas memórias e, de repente, como se não fossem os pais — mas sim os filhos -, começam a brincar, se divertir e se envolver em situações engraçadas. Eles simplesmente se transportam à época em que eles próprios eram estudantes despreocupados. Recordam sua juventude, em que o único problema era não ter sido aprovado na prova, ou que a pessoa de quem você gostava olhasse e amasse outra pessoa. E aqueles problemas que surgiram na vida adulta — os estudantes daquela época nem sequer conheciam. Era uma época alegre de juventude e loucuras, que não paravam de acontecer na vida dos protagonistas.