A ação principal de “O Mudo” se passa em Berlim, no ano de 2046, o que significa que não é um futuro tão distante assim — daqui a trinta anos a partir do momento atual. Já adulto, Leo trabalha como barman em um dos bares noturnos da bastante sombria Berlim. Esse bar pertence a membros da máfia russa. No mesmo estabelecimento, trabalha como garçonete uma garota afegã chamada Nadira, por quem Leo se apaixona. Leo, embora mudo, é muito emotivo e temperamental, e pode, em caso de necessidade, usar os punhos, que domina com total profissionalismo. E então, num dia terrível, Nadira, por algum motivo, não aparece para trabalhar. Percebendo que a moça desapareceu sem deixar rastros, Leo decide, a qualquer custo, encontrar sua amada, naturalmente recorrendo às suas habilidades de lutador. Enquanto isso, no filme “O Mudo”, desenrola-se uma trama paralela. Um certo médico, cujo nome é bastante estranho — Cactús Bill -, trabalha para os mesmos russos malfeitores que são donos do bar do Leo. Esse mesmo Cacto quer muito sair de Berlim junto com a filha, mas os russos não lhe entregam de jeito nenhum os documentos necessários para isso, que há muito tempo prometeram providenciar. Cactus recebe toda a ajuda possível seu colega de trabalho chamado Duck, sendo que esse Duck é um pedófilo. Essa história paralela está, sem dúvida, ligada ao desaparecimento de Nadira, e Cactús, certamente, possui alguma informação sobre onde a garota se encontra atualmente. Será que os métodos de interrogatório que o mudo Leo aplica a outros possíveis informantes sobre o assunto que lhe interessa? Ou será que Leo terá que encontrar outras maneiras de convencer Cactús a ajude-o a encontrar Nadira, que está claramente sob ameaça de perigo mortal? Só será possível descobrir as respostas a essas perguntas assistindo ao filme até o fim, pois o desfecho só acontecerá no final.