Todos nós estamos acostumados a associar o fim do mundo a catástrofes naturais, cataclismos, intervenção alienígena e fenômenos semelhantes — alguns plausíveis, outros nem tanto — que podem, instantaneamente, destruir o planeta, mas nunca paramos para pensar: e se perdermos a nós mesmos, nossa visão, nossos sentidos, nossas emoções e assim por diante? Michael e Susan são dois jovens bem-sucedidos, cada um dos quais alcançou conquistas significativas em sua carreira profissional. O rapaz é chef de um restaurante da moda, um mulherengo e um libertino, para quem um relacionamento são um fardo a mais. A moça é médica epidemiologista, que ainda sofre com um profundo trauma amoroso e não deixa ninguém se aproximar. A humanidade se deparou com uma doença estranha, que, de repente, privou muitas pessoas de diferentes cantos do planeta do olfato em apenas um dia. Em meio a esses eventos anômalos que se desenrolam, jovens solitários se encontram por acaso e já não conseguem mais se separar. Os sentimentos um pelo outro vão crescendo a cada nova onda da doença desconhecida, mas será que esse belo sentimento que surgiu de repente terá tempo suficiente, e será que os dois conseguirão aproveitá-lo o suficiente? Afinal, a epidemia está ganhando força, e as pessoas começam a perder, além do olfato, a visão, a audição, o tato — tudo de uma vez. Michael e Susan não são exceção; um após o outro, eles perdem uma parte de si mesmos, mas, apesar disso, tentam se adaptar às novas realidades e até se divertem com o processo. Mas o que acontecerá quando o último sentido desaparecer? Será que o amor deles também desaparecerá?