O local onde se passa o filme é o leste de Los Angeles. Quando Danny ainda era menino, ele fazia esboços de todos os carros que via, para aprender a trabalhar como aqueles que criam lowriders. O lugar favorito do garoto era a oficina de Miguel, pai de Danny, onde sempre havia os mais diversos carros, de qualquer ano de fabricação e das mais variadas modificações. A oficina era para Danny uma espécie de escola de desenho, onde ele aprimorava diariamente suas habilidades artísticas. Ele pintava tudo o que caía em suas mãos. O pai do garoto sempre dizia que uma pessoa é julgada por suas ações e comportamentos, e não por sua habilidade de rabiscar paredes. O tempo passou, Danny continuava rabiscando as paredes, enquanto o pai se interessava principalmente pelo seu trabalho e pela preparação do carro para a competição anual de lowriders. A vitória nessa competição significava muito tanto para o pai de Danny quanto para todos os participantes do evento. O vencedor se tornava uma espécie de rei. Todos o respeitam, levam-no a sério, pedem-lhe conselhos e todas as portas se abrem para uma pessoa assim. Os perdedores não ficam apenas “de mãos vazias”; eles se tornam párias, um vazio que parece nem mesmo existir. Na verdade, além da oficina do pai, o jovem não tem mais onde praticar a arte do grafite. Ele passa o dia inteiro por lá, consertando os carros que chegam sem parar. E o jovem tem um sonho. Ele quer que todos ao seu redor o reconheçam e valorizem seu talento como grafiteiro. Ele, afinal, se esforça com todas as forças, pintando outdoors de clubes automotivos, tentando chamar atenção e se destacar. E o rapaz faz tudo isso de graça. No fim das contas, o jovem decidiu que ajudaria seu pai a vencer no programa, apesar de o pai ser categoricamente contra pintar o carro. Eles já estavam quase terminando de preparar o carro para a grande competição quando aconteceu a tragédia. Os adversários na competição decidiram danificar aquele carro incrível, que, por definição, deveria ser o vencedor.