Chegou um momento em que a humanidade ficou sem espaço na Terra, que, aliás, já não se tornara muito adequada para a vida humana. Eles decidiram começar a explorar o universo cósmico, a fim de encontrar planetas adequados para a existência humana e criar colônias para todos aqueles que desejassem encontrar um novo lar. Uma após a outra, expedições foram organizadas, até que encontraram um planeta adequado, que atendesse a todos os parâmetros, em uma parte muito distante do universo cósmico. Só que, para chegar até lá, seriam necessários pelo menos cem anos. Ou seja, os colonos que partissem para lá não teriam a sorte de chegar lá vivos. Resolver esse problema tornou-se uma tarefa prioritária. No fim das contas, a solução veio por meio do sono artificial, quando todos os processos de envelhecimento no organismo humano são interrompidos. No filme “Passageiros” vemos como a nave espacial foi equipada para o voo a um planeta muito distante da Terra. Todos os que se decidiram pela viagem foram colocados em sono criogênico até a chegada à tão sonhada nova pátria. No entanto, o sistema automático da nave espacial apresentou uma falha inesperada, e um dos colonos acordou do sono antes do previsto, 90 anos antes do destino final da viagem. Jim Preston (Chris Pratt), claramente não estava contente com a perspectiva de passar o resto de seus dias sozinho em uma luxuosa nave espacial, equipada com a mais moderna tecnologia. Ele decidiu amenizar sua solidão acordando mais um passageiro — ou melhor, uma passageira — do sono. É claro que Aurora (Jennifer Lawrence), também não estava muito entusiasmada com essa perspectiva, mas o que está feito não tem como voltar atrás, e eles terão que passar os anos que lhes restam juntos. Com o tempo, eles se tornaram amigos e até começaram a se sentir atraídos um pelo outro, mas um incidente imprevisto, ocorrido no espaço sideral, colocou em risco a nave e a vida de todos os que nela se encontravam.