Os maníacos mais esquivos sempre se destacaram por seu alto nível de inteligência, pela habilidade de não se destacar na multidão e por um faro especialmente apurado, em relação às batidas policiais que se aproximavam. Cada um dos famosos assassinos em série se preparava minuciosamente para o ato de tirar a vida de alguém e organizava o processo mortal como uma espécie de festa, com atributos intricados e um toque único, que confirmavam que aquele crime sangrento era obra sua. O protagonista do thriller policial “Consolo” descobriu cedo em si a capacidade de levantar um pouco o véu sobre eventos futuros e já ocorridos. O que é notável é que ele escolheu o caminho do bem e da ajuda às pessoas necessitadas; por isso, durante muitos anos, ajudou o FBI a desvendar as investigações mais estranhas e misteriosas. Há dois anos, o médium aposentado foi abalado pela morte de sua amada filha, e ele se isolou longe dos olhares alheios, em um recanto tranquilo nos subúrbios. Os agentes do FBI, Joe e Catherine, exaustos de perseguir um maníaco que sempre foge da justiça, pedem ajuda a Clency, que vive recluso, para passar o resto de seus dias. Sem demonstrar muito entusiasmo, o experiente homem acaba concordando em dar uma olhada em uma das cenas de crime mais recentes, e o que ele sente ali não agrada nem a ele nem aos demais detetives. John afirma que o criminoso não é uma pessoa comum, mas, assim como ele, uma personalidade extraordinária, dotada de fortes habilidades paranormais. O assassino sabe a hora exata das batidas policiais e cada passo subsequente de qualquer um dos agentes que investigam o caso; ele chega até a conhecer pessoalmente o médium de cabelos grisalhos, considerando-o uma figura notável. O problema é que o charmoso maníaco decifra com facilidade os pensamentos de qualquer um dos participantes dos acontecimentos; por causa disso, ele é totalmente indetectável, mas Clancy também não é tão simples assim, ele precisa, sem falta, encontrar uma maneira de colocar o perigoso vidente atrás das grades.