A protagonista é uma órfã chamada Jane Eyre. Ela ficou sem pais muito cedo. A ela cabem provações difíceis, começando pelas provocações da esposa de seu tio falecido, que não gostava da infeliz órfã, pela vida difícil no orfanato para o qual essa mulher cruel a enviou e, finalmente, pela vida de uma pobre governanta que lhe estava reservada depois que ela concluiu o orfanato, onde, aliás, recebeu uma educação bastante boa. Ela é contratada como professora da menina Adèle, que é pupila de um homem muito rico chamado Edward Rochester. Aos poucos, Edward percebe que nessa moça modesta e discreta reside um grande poder de charme e amor, e um forte sentimento surge entre eles. Mas no passado do senhor Rochester há um terrível segredo, que impede os apaixonados de se casarem. E, ainda assim, após superar todas as provações, o amor deles encontrou seu desfecho lógico. Essa história não deixou indiferentes os profissionais do teatro e do cinema. Peças, óperas e musicais foram criados com base nesse enredo comovente. As adaptações cinematográficas do romance imortal começaram a surgir a partir de 1910, e são muitas. E o filme apresentado é uma das últimas interpretações dessa notável história de amor, que não deixa indiferentes os espectadores de todas as gerações, cada uma das quais gostaria de ter sua própria Jane Eyre.