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Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles
Battle: Los Angeles
6
/ 10
5.7
2011
Ficção científica
1 h 56 min
Estados Unidos
12
Vocês gostam de filmes cuja ação se passa em um resort à beira-mar nos Estados Unidos? Claro que sim. Afinal, lá tem sol forte, vento salgado do mar e detetives despreocupados de dentes brancos, cruzando as avenidas em carros descapotáveis à moda antiga. Dependendo do enredo, eles investigam um caso de assassinato, sequestro (“Hora do Pico”), ou sobre o tráfico de drogas nas boates. E tudo isso sem pressa e, como se costuma dizer, sem estresse. E se a gente agitar bem esse coquetel, acrescentando um toque de tiroteios e manobras militares para dar um tempero? Há várias opções. Por exemplo, soldados enfrentam rebeldes de alguma espécie ou traficantes de drogas trocam tiros com as forças da lei (“Bad Boys 2”). Não seria nada mal. E seria ótimo se a confusão não acontecesse entre pessoas, mas, digamos, entre Homo sapiens e visitantes indesejados do espaço. O diretor Jonathan Liebesman fez exatamente isso, ao apresentar ao público o filme “Invasão Alienígena: A Batalha por Los Angeles”. Tudo começou com os problemas dos alienígenas. Eles viviam nas profundezas do universo, desenvolvendo e aperfeiçoando sua civilização e suas tecnologias. E tudo ia bem até que a indústria destruiu as reservas de água em seu planeta natal. As civilizações, afinal, têm essa característica nada boa de esgotar os recursos necessários para sua intensa atividade vital. Mas, quando tempos difíceis chegaram para os habitantes do planeta não identificado, o nível de desenvolvimento de suas tecnologias suficiente para voar em busca de água em outros mundos. Dito e feito: os nativos equiparam exploradores e os enviaram pelos confins do universo em busca de uma nova fonte de H₂O. Não se sabe como foi com as demais, mas uma das expedições teve sorte e encontrou um planetinha azul girando em torno de uma certa estrela amarela. E água derretida naquele planeta — há em abundância; três quartos do planeta estão cobertos por ela, para ser mais preciso. Só que surgiu um pequeno problema: naquele mundo já existe outra civilização desenvolvida. Não são os Na’vi, é claro, mas a tecnologia deles também não é lá grande coisa, e ainda não aprenderam a explorar as profundezas do espaço. Por outro lado, armas, como adoram todas as criaturas inteligentes, fabricaram em grande quantidade. E com certeza, se for preciso, vão usá-las, afinal, eles próprios se alimentam de água e não a abrirão mão assim tão facilmente. Por isso, na viagem, os alienígenas levaram não só cisternas (ou o que quer que seja que usem para armazenar água), mas também unidades militares — afinal, a água é extremamente necessária, e, por isso, parece que nem é preciso pedir permissão para retirá-la. Assim, o que o que inicialmente foi concebido como uma expedição de resgate acabou se transformando em uma verdadeira incursão militar com objetivos de invasão. E toda essa história, que começou como um drama sobre a luta pela sobrevivência (como pensavam os visitantes), do ponto de vista dos habitantes do planeta azul se transformou em um thriller sobre tiroteios com os invasores. Por isso, na viagem os alienígenas levaram não apenas os caminhões-pipa, mas também unidades militares, o que faz com que, aparentemente, já nem seja mais necessário pedir permissão para retirar água. O espectador fica o tempo todo do outro lado da tela e, por isso, tudo o que acontece lhe parece simplesmente um filme de ação fantástico e animado. Bastante simples (e, em alguns pontos, controverso) do ponto de vista do enredo, mas tão repleto de ação que, na verdade, nem dá tempo de pensar muito no enredo. Mas nós temos tempo, por isso vamos analisar o que os roteiristas inventaram. O personagem principal aqui é o sargento-chefe Michael Nantz. Ele passou vinte anos servindo nas Forças Armadas e agora está prestes a se aposentar, o que comunica à chefia, que sem dúvida aceitará sua demissão. Mas nós sabemos que o sargento terá um dia e tanto no último dia de serviço — os acontecimentos se aproximam e, claramente, não vão passar por ele sem mais nem menos. Afinal, só ele aqui é um lobo experiente e, por isso, cabe justamente a ele liderar os recrutas (quem, se não fossem os recrutas?) para a batalha contra a escuridão alienígena. Além disso, já informaram pelo rádio sobre um enxame de meteoritos se aproximando da Terra com intenções obscuras. O próprio fato de que a batalha mais séria do protagonista acontecerá no último dia de serviço traz à tona lembranças claras de que esse tipo de reviravolta na trama já o encontramos em algum lugar. Sim, com certeza: em dezenas de filmes. E, daqui para frente, não veremos nada de fundamentalmente novo ou inesperado. A ação se desenvolverá gradualmente, e o número de tiros e vítimas aumentará suavemente. Os terráqueos, é claro, ficam inicialmente atordoados e desorientados, mas logo perceberão que o inimigo não é tão invulnerável assim. E, se pensarem um pouco, é possível encontrar pontos em que um golpe causaria dor especial a ele. Michael Nantz conduzirá, como de costume, os novatos para a batalha contra um adversário desconhecido, chamando-os de “meninos”, provando com palavras e ações que, apesar de o inimigo não ser do nosso planeta, é perfeitamente possível lutar contra ele; mais ainda, utilizando nossas próprias táticas e estratégias terrestres. É claro que as baixas são inevitáveis; como poderia ser de outra forma? Afinal, não se trata de uma produção da Disney. Mas todos os recrutas principais e mais espertos sobreviverão e, no momento decisivo da batalha, aplicarão essa mesma inteligência como deve ser e desempenharão um papel importante na derrota do inimigo. Além disso, os soldados vão resgatar civis. Afinal, além de assistir a explosões e rajadas de armas automáticas, o espectador deve, pelo menos de vez em quando, se identificar com o que está acontecendo. E, para alcançar essa componente emocional, a cena do resgate de civis que não sabem manusear armas de fogo é a escolha perfeita. Na cena final, o espectador está acostumado a ver a destruição de algo grande e complexo, que depois desaba em meio a chamas e estrondos. “A Batalha de Los -Angeles”, mesmo nesse aspecto, é banal e mostra ao público a explosão do centro de comando dos alienígenas. Pronto, agora eles não têm mais comunicação, e agora vamos derrotá-los com certeza! Os soldados comemoram, Aaron Eckhart está satisfeito (bom, lá vai a aposentadoria), o espectador termina de comer rapidamente (se ainda não se fartou) o pipoca que sobrou, já que em breve acenderão as luzes na sala. E então ele sairá da sala com a sensação desagradável de que, na verdade, quase não há sensações (impressões) decorrentes da exibição. Que não viu nada de novo nem inesperado. E será que valia a pena esperar isso? Faz sentido esperar alguma coisa de filmes sobre Crepúsculo? Não. Só que, na nossa época, produzem-se uma infinidade de filmes “para meninas”, enquanto há uma escassez fatal de filmes puramente “para meninos”. E nosso herói de hoje preenche essa lacuna. E na tela — nada de sentimentalismos sobre o dilema entre um lobisomem e um vampiro, mas todo tipo de engenhocas tecnológicas alienígenas, como aparelhos aéreos de decolagem vertical, que se montam diretamente no ar, como peças de um quebra-cabeça, formando uma grande e assustadora máquina voadora. Ou ainda um “mulo” autopropulsado, usado para lançar contra as instalações inimigas guirlandas de projéteis autoguiados, que “descrevem” belas curvas em sua trajetória de voo. E, quanto ao resto — ai de mim. Jonathan Liebesman, com a ajuda dos roteiristas, que rapidamente e com elegância produziram esse trabalho medíocre, não disse nada de substancial no enredo já conhecido sobre o ataque de invasores e simplesmente cumpriu suas obrigações contratuais. Realizou um filme decente, mas não bom. Medíocre, mas também não ruim. Igual a todos os. Aliás, sobre o tema da mediocridade, surge uma ironia interessante em relação ao título deste filme, ou, mais precisamente, com a forma como o título foi traduzido na versão em russo. Nos pôsteres, vemos as costas de um fuzileiro naval e uma construção lexical complexa, formada com o uso de dois pontos. Antes disso — “Invasão Alienígena”, como se fosse a designação de um subgênero de ficção científica que já está na boca de todo mundo, sobre o qual já foi filmado um monte de coisas e pelo qual um monte de gente vai se deixar levar, sem se aprofundar muito nos detalhes de quem dirigiu o filme e por quanto dinheiro. Depois dos dois pontos — “A Batalha por Los Angeles”. Como se fosse um esclarecimento de que o que o espectador verá desta vez. Um esclarecimento que certamente será necessário mais tarde na conversa para explicar de qual das inúmeras invasões alienígenas já vistas e revistas se trata.
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Trailer
País:
Estados Unidos
Gênero:
Ficção científica, Ação
Duração:
116 min / 1 h 56 min
Produção:
Columbia Pictures, Relativity Media, Original Film
Diretor:
Jonathan Liebesman
Elenco:
Aaron Eckhart, Ramón Rodríguez, Will Rothhaar, Michael Peña, Bridget Moynahan, Noel Fisher, Joey King, Beth Keener, Jessica Heap, Cory Hardrict
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