Até pouco tempo atrás, o mundo contemporâneo era um ponto brilhante e familiar, acompanhando os rituais cotidianos da vida humana, que se repetiam diariamente e cansavam com sua rotina. Mas chegou a hora de mudanças catastróficas globais, que trazem consigo algo ameaçador e verdadeiramente assustador, que ninguém poderia ter previsto. Na vida da protagonista do thriller de ficção “Cloverfield, 10/Monstro 2”, nada de incrível era esperado, mas um acidente de carro repentino vira a vida da garota de cabeça para baixo. Ao acordar em um lugar desconhecido, ela percebe que se tornou prisioneira de um certo homem barbudo e gordo, que mantém trancados não apenas ela, mas também um rapaz com o braço engessado. O desconhecido justifica seu ato traiçoeiro alegando que salvou heroicamente a vida dos jovens, e que, fora de seu modesto e isolado refúgio, não restou nada, exceto o caos e o pesadelo causados pelo ataque químico e pelo apocalipse terrestre que se seguiu. Isso acalma um pouco os hóspedes do bunker, e começa uma longa sequência de dias tranquilos e monótonos no meio de novos companheiros de infortúnio. Jogos de mesa, jukebox, inúmeros quebra-cabeças, comida saborosa, palavras cruzadas, literatura envolvente e uma inúmeras fitas de vídeo amenizam o dia a dia dos heróis do filme “Cloverfield” que se refugiaram no subterrâneo. No entanto, os sobreviventes percebem esquisitices no comportamento do dono; a cada dia que passa, ele começa a assustá-los cada vez mais. Por que ele anda constantemente com o coldre da pistola, sem nunca tirá-lo, lança olhares ferozes de vez em quando para seus vizinhos no abrigo, e, além disso, os surtos de raiva que ocorrem de vez em quando não contribuem para que a harmonia e a compreensão mútua reinem no local. A protagonista do filme “Cloverfield 10” começa a suspeitar que algo não está certo e tem a impressão de que o salvador é, na verdade, um maníaco que armou seu acidente e, depois, a arrastou para o bunker para continuar com seus jogos insanos com bonecos vivos. Ela tenta fugir e inventa dezenas de planos diferentes para se livrar do louco barbudo. Incêndios, espetos, ácido sulfúrico, cacos de garrafas — vale tudo, desde que descubra a verdade sobre o que está acontecendo lá fora. Depois de, por milagre, conseguir abrir as fechaduras, ela quer abrir o último trancado que a separa da rua, mas, ao espiar pelo vidro, a jovem que escapou do gordo fica horrorizada. O que a rebelde vê diante de si a deixa em estado de choque e representa uma reviravolta totalmente inesperada nos acontecimentos. Será que o seu carcereiro, que a alertava sobre o perigo, era realmente mentalmente doente? Será que todos eles realmente se tornaram vítimas de algo terrivelmente sinistro e agora estão para sempre presos em uma situação que ameaça a morte?