Uma comédia americana mediana, com um conjunto padrão de recursos e a presença de uma estrela de bilheteria na figura da protagonista Renée Zellweger, cujo charme, apesar do roteiro imitativo de Ken Rans e S. J. Cox, assim como a direção extremamente enfadonha de Jonas Elmerni, torna o filme bastante assistível. Assim, o filme “A Congelada de Miami” conta a história da experiente profissional Lucy Hill, acostumada a uma vida luxuosa e divertida na quente e ensolarada Miami, que é enviada em viagem de negócios para a fria e inóspita Minnesota. Lá, ela se depara não apenas com o clima rigoroso e os habitantes severos, mas também com a necessidade de rever seus princípios de vida e entrar na luta pelos direitos sociais dos trabalhadores demitidos da empresas, o que, sem dúvida, arranca do espectador uma lágrima de comoção. Tanto o enredo inicial quanto o desenrolar da história, assim como a atuação de Zellweger, lembram dolorosamente “O Diário de Bridget Jones”. A banalidade do enredo de “A Congelada de Miami”, no entanto, é compensada pela originalidade do olhar sobre o cenário. Na verdade, Minnesota nem sequer é o Alasca, e a temperatura média nesse estado não costuma ficar abaixo de 10 a 15 graus Celsius. No entanto, a julgar pelas imagens e pelos comentários da protagonista, fica a impressão de que ela está na Sibéria, com temperaturas abaixo de 40. Mas, talvez seja exatamente isso que pareça para uma moça mimada de Miami. Entre os pontos positivos do filme “A Congelada de Miami” estão as situações engraçadas e os personagens coadjuvantes cativantes. No geral, dá para passar uma noite agradável assistindo a esse filme e, em seguida, esquecê-lo para sempre sem nenhum arrependimento.