O elenco estelar do filme é impressionante; talvez por isso o filme tenha se tornado verdadeiramente cativante para o espectador, embora o crítico Valéri Kichin, que trabalha no jornal “Rossiyskaya Gazeta”, tenha se manifestado de forma extremamente negativa sobre essa história fantástica. Não vamos reproduzir suas observações pouco lisonjeiras, mas sugerimos que você mesmo forme sua própria opinião sobre este filme. Início: Local e época da ação — Paris, 1931, uma loja de brinquedos na estação ferroviária. Um menino de doze anos chamado Hugo observa atentamente a loja. Ele quer pegar, sem que o dono perceba, um ratinho robótico, mas Méliès, o dono da loja, está sempre atento. Ele já há muito tempo vinha observando o menino, que costumava ficar rondando sua lojinha. Méliès flagrou Hugo em flagrante e, ao revirar seus bolsos, ficou impressionado com o que viu. Ele simplesmente não esperava que o menino tivesse consigo uma infinidade de peças e um desenho detalhado de um “autómato”, que lhe era muito familiar. Indignado com o furto cometido pelo menino, decidiu chamar a polícia, mas o garoto conseguiu fugir tanto do policial quanto do cão dele. O menino ficou órfão há algum tempo. Ele foi criado pelo tio, que bebia muito. Mas Hugo se lembra perfeitamente de como seu pai — um homem bom e honesto, que trabalhava como relojoeiro — lhe mostrava um boneco robótico (quebrado), que ele nunca conseguiu consertar. Agora, o menino deseja de todo o coração concluir o trabalho que seu pai começou, mas precisa do caderno que o dono da loja de brinquedos lhe tirou. O astuto Méliès disse que queimou o objeto de que ele precisava e, enquanto isso, exigiu que o menino começasse a consertar os brinquedos quebrados que estavam em sua loja. No entanto, Hugo está decidido a alcançar seu objetivo: ele precisa consertar o “autómato” e entender por que ele era tão importante para seu pai e por que Georges Méliès reagiu de forma tão inadequada ao caderno com o desenho.