Mark Boal, que trabalhou no roteiro do filme vencedor do Oscar, passou duas semanas em um pelotão de sapadores que atuava no Iraque para reproduzir os eventos de forma mais realista, além de ter participado de operações reais conduzidas pelo Exército dos EUA. Devido ao calor insuportável que fazia naquela época em Amã, onde o filme foi rodado, um dos cinegrafistas sofreu uma insolação. O protagonista, Williams James (D. Renner), sargento de 1ª classe, recebeu a ordem de assumir o comando de um grupo de sapadores que havia perdido seu comandante — o sargento Thompson. Sob seu comando estavam J. T. Sanborn e Owen Eldridge. Eles ficaram muito perplexos com o fato de que seu novo comandante, em vez de enviar um robô teleguiado à sua frente, durante a primeira missão conjunta, decidiu ir ele mesmo neutralizar a bomba. Sua equipe deveria revistar, na cidade de Bagdá, o prédio onde antes ficava a missão da ONU; em seguida, juntando-se a atiradores de elite britânicos, deveriam destruir um depósito com munições inimigas. Os métodos utilizados por Williams James causam irritação entre os membros de sua equipe; cresce entre eles uma tensão provocada pela incompreensão dessa bravata, capaz de colocar em risco a vida de todos os membros do grupo. Tanto para Sanborn quanto para Eldridge, resta muito pouco tempo de serviço, e cada operação arriscada iniciada por seu comandante pode acabar sendo a última para cada um deles — algo que eles, de forma alguma, gostariam que acontecesse. A próxima missão do grupo é a ordem de resgatar um morador local, a quem foi colocado à força um cinto de explosivos. O que seu comandante ousado fará desta vez? Será que eles conseguirão cumprir a missão sem cometer um erro fatal? Seus subordinados têm a sensação de que, para o comandante, a sensação constante de ansiedade e perigo é o sentido de sua vida e que ele não consegue viver sem correr riscos, mas será que eles precisam disso? Afinal, o protagonista tem sua esposa Connie e seu filho querido esperando por ele em casa. Será que James conseguirá, algum dia, voltar a uma vida normal?