É impossível imaginar a vida moderna sem a internet. As redes sociais, nas quais podemos conversar com velhos amigos e conhecidos. Os meios de comunicação, com os quais podemos nos ver gratuitamente com nossos entes queridos, mesmo que estejam do outro lado do mundo. Receitas culinárias, cursos online, assistir a qualquer filme, ouvir nossas músicas favoritas — as possibilidades da internet são ilimitadas. Mas o que aconteceria se um psicopata, que por acaso também é hacker, decidisse alcançar a fama matando pessoas ao vivo? Será que ele encontraria eco nos corações e o desejo de uma vingança sangrenta entre os usuários comuns da internet? Sugerimos que você assista a um thriller policial nada comum chamado “Sem Deixar Rastros” em nosso site. Jennifer Marsh e Griffin Daoud são dois agentes especiais do FBI em Portland, que trabalham no departamento de crimes cibernéticos. Basicamente, eles se dedicam a resolver casos relacionados a fraudes econômicas, como, por exemplo, quando um estudante rouba todas as senhas de sua vizinha idosa e, em seguida, usa o dinheiro do cartão dela para comprar joias de ouro e outros itens caros. Ou ainda, investigam casos de pedófilos ocultos que, por meio de sites de namoro, encontram suas futuras vítimas menores de idade. O trabalho não é muito desafiador e é bastante monótono. Mas, de repente, para que nossos heróis não fiquem entediados, surge um site muito curioso, cuja finalidade e a ameaça que dele emana não se revelam imediatamente. Vemos, no modo “gatinho”, um aviso de que o animal será morto à medida que o número de visitantes do site aumentar. Os internautas intrigados, é claro, não ignoram o link que promete um espetáculo cruel, e o gatinho acaba morrendo, como havia sido prometido. E a história não para por aí. O criminoso não se contenta com o que já conseguiu. Ele rouba, de um estacionamento, um homem chamado Herbert Miller, de cinquenta anos, fã de hóquei, que acabou sendo sua ruína. O hacker maníaco o amarra no mesmo porão em que estava o gatinho, grava com uma faca no peito o nome do site “Mate comigo” e, aos poucos, por meio de um soro, começa a injetar o anticoagulante heparina, cuja grande quantidade deve desangrar a vítima e, por fim, matá-la. O soro está configurado automaticamente: quanto mais visualizações, mais rápido o medicamento é injetado na corrente sanguínea. Infelizmente, o número de espectadores sedentos por vingança cresce a cada segundo, e Herbert morre diante dos olhos de um público de muitos milhões. O administrador do site, que também é o carrasco, promete encontrar em breve uma nova vítima e continuar a “divertida” transmissão. Jennifer, Griffin e também a direção do departamento começam a perceber que o caso cheira a algo suspeito e, desta vez, eles se deparam com uma tarefa realmente nada fácil: neutralizar o maníaco da internet. Decide-se, para maior eficácia, unir as equipes operacionais de duas unidades — a polícia de Portland, liderada pelo detetive Eric Box, e o departamento de crimes cibernéticos do FBI, comandado por Marsh. Quanto mais o tempo passa, mais sofisticados e cruéis os assassinatos se tornam. A dificuldade reside no fato de que o maníaco é um excelente hacker e rastreá-lo não é nada fácil.