Um dos romances mais sombrios e aterrorizantes de Stephen King de todos os tempos, na opinião dos críticos, foi e continua sendo justamente o romance “Cemitério dos Animais”, que descreve a triste história da família Creed, quando foram forçados a se mudar para uma pequena cidade do interior, onde se depararam com a morte de uma forma como ninguém mais havia enfrentado antes. A diretora Mary Lambert, em 1989, transmitiu com bastante precisão todo o horror contido no romance do grande “Rei do Terror”, Stephen King, e esse filme continua sendo, até hoje, uma de suas adaptações cinematográficas mais queridas. Mas as obras de Stephen King são tais que todo cineasta especializado no gênero de terror considera seu dever planejar novas adaptações de suas obras e deseja revivê-las, seja na tela grande ou na pequena, esforçando-se para, sem se afastar do roteiro original, ainda assim trazer algo novo, seu próprio toque, alterando levemente, mas mantendo o espírito aterrorizante do material original. Ao mesmo tempo, os diretores Kevin Kolsch e Dennis Widmyer, ao criarem mais uma adaptação do romance de Stephen King, procuraram fazer com que sua obra saísse da classificação etária “PG-13”, obtendo uma classificação mais branda — “P”. Assim, o enredo do filme “O Cemitério dos Animais de Estimação” acompanha a família do médico Louis Creed e sua esposa Rachel. Eles têm dois filhos: o filho Gage e a filha Ellie. Eles se mudaram da metrópole para uma pequena cidade rural e se instalaram em uma casa localizada, como se viu, próxima a um cemitério de animais de estimação, sobre o qual circulavam “lendas sinistras” naquela região. Depois que a gata amada foi atropelada por um grande caminhão, Louis decide enterrá-la nesse cemitério, mas, durante o enterro, recorre a um ritual antigo. E quando Gage morre em circunstâncias trágicas, o homem resolve realizar esse ritual também no enterro do filho, o que leva a consequências tristes…