A segunda parte dessa história tão querida nos levará 1.000 anos adiante. Na vida dos quatro ex-governantes de Nárnia — Lúcia, Susi, Edmundo e Pedro — nada mudou, já que na Inglaterra se passou apenas um ano. As crianças sentem muita saudade das vastas extensões daquele lugar maravilhoso, mas não conseguem descobrir como voltar para lá. Durante esse mesmo ano, em Nárnia, ocorreram mudanças globais; um milênio inteiro se passou desde a última visita das crianças. O país mágico foi conquistado pelos telmarinos — guerreiros cruéis —, e todos os seus habitantes maravilhosos, que não foram exterminados, fugiram e se esconderam na floresta. Mesmo nos tempos do reinado da Rainha Branca, o país não conheceu tanta devastação e caos quanto no período atual, quando, com a ajuda da perfídia e da traição, um assassino e tirano — Miraz — subiu ao trono. Até esta noite, ele não tinha herdeiro; as rédeas do governo deveriam, por direito, passar para seu sobrinho, o príncipe Caspian, mas a esposa de Miraz dá à luz um filho, o que muda radicalmente a situação; ele ordena que matem o sobrinho, assim como outrora matou seu próprio irmão. O príncipe é salvo por seu professor, que o alerta sobre o perigo e ordena que fuja para a floresta, entregando-lhe, em despedida, o Chifre da rainha Susan. À beira da vida e da morte, o príncipe consegue, ainda assim, tocar o chifre, convocando assim os antigos reis e rainhas de Nárnia para que venham em seu auxílio. Lúcia, Susan, Edmundo e Pedro estão de volta a casa, mas não reconhecem sua terra natal, pois tudo mudou — não há mais árvores que falam, os animais se tornaram perigosos, seu antigo castelo virou ruínas, e os narnianos aterrorizados — elfos, anões, faunos e outros habitantes — já não acreditam mais na prosperidade de seu país. Os antigos governantes reúnem um enorme exército e, a qualquer custo, decidem ajudar Caspian a recuperar o trono de Miraz, para que a paz e a prosperidade voltem a reinar em Nárnia.