Mortimer Folhart, também conhecido como Língua Mágica, está há muitos anos em busca de um livro intitulado “Coração de Tinta”. Na época em que ele ainda não sabia de seu dom mágico — o de, ao ler, transportar personagens das páginas dos livros para a vida real —, muitas criaturas fantásticas surgiram no mundo. O cão dos Baskervilles, o Minotauro, macacos voadores, o unicórnio, o crocodilo que devorou o capitão Hook e muitas outras criaturas, algumas boas e outras nem tanto. O problema é que, ao ler, ele não apenas transportava personagens dos livros, mas também, com o poder de sua magia, enviava pessoas reais para as páginas das obras. Ele descobriu seu talento mágico em uma noite trágica, quando lia para sua família trechos de “O Coração de Tinta”. Depois disso, ninguém mais viu sua esposa, acreditando que ela tivesse fugido sob o manto da noite; em seu lugar, surgiu na casa deles um bando de vilões que haviam saído das páginas do malfadado talmude, liderados pelo mais perigoso deles: Capricórnio. Doze anos depois, Mortimer e sua filha Maggie, já crescida, viajam de cidade em cidade, fugindo da perseguição dos vilões dos livros e também na esperança de encontrar aquele mesmo livro, nas páginas do qual sua amada esposa e mãe foi parar. E, justamente no dia em que encontram a edição certa, são rastreados por Pó-de-Mão, que carrega um furão no ombro — mais dois personagens de livros que acabaram na realidade. Não tendo conseguido o que queria de Mortimer, Pylnoruk revela sua localização a Capricórnio, o que complica extremamente a missão de resgate da esposa. O vilão sonha em, com a ajuda do dom de Folhart, obter riquezas incalculáveis, além de transferir o mundo dos contos de fadas para o mundo real, do qual ele sentiu saudades ao longo de tantos anos. Os prisioneiros conseguem fugir, mas descobre-se que a filha de Mortimer também herdou o dom do pai, o que os vilões do livro não deixam de aproveitar...