Duas opções, dois desfechos. Ficar com o pai, que mora na Inglaterra, ou com a mãe, que mora no Canadá. Absolutamente todas as possibilidades de vida desse homem sem nome são diferentes. Tudo muda — a trilha sonora, a paleta de cores; o caráter do protagonista, o Sr. “Ninguém” (Jared Leto), o estilo de filmagem — tudo é voltado para que possamos sentir mais claramente como é possível mudar a própria vida simplesmente fazendo uma escolha. O filme conta 12 histórias diferentes sobre doze pessoas diferentes, interpretadas por um único ator. A ação se passa no futuro. O personagem principal é o Sr. Nemo Ninguém. Da maneira mais incompreensível, ele se vê no ano de 2092, percebe que é um ancião e descobre que, graças à ciência, as pessoas já deixaram de morrer há muito tempo. Elas se tornaram imortais; apenas ele, o único ser humano na Terra, está destinado a deixar este mundo para sempre. No entanto, essa notícia chocante não assustou o senhor Ninguém. Ele não se preocupa nem um pouco com o fato de que o fio de sua vida possa se romper a qualquer momento. Ele se questiona sobre outra coisa: será que viveu sua vida da maneira certa? Ele começa a relembrar sua vida e, diante da visão mental do senhor Nemo, passam-se rapidamente diferentes versões do desenrolar dos acontecimentos em seu destino. Acontece que as cenas que realmente aconteceram e as realidades imaginárias parecem igualmente verossímeis, já que ele nem sempre consegue se lembrar de como agiu em determinada situação. A primeira escolha foi feita aos nove anos de idade: Inglaterra ou Canadá. Naquele momento, três possibilidades se apresentam diante de seus olhos. Com quem ele deveria viver, em quem se tornar, a quem amar. E assim por diante, cada vez mais intenso. Ele conta suas histórias de vida, pulando aleatoriamente de uma realidade para outra, tentando, ao mesmo tempo, entender se agiu corretamente em tal ou tal caso. Mas, mesmo sendo um velho decrépito, ele não teme a morte; ele tem medo de não ter vivido o suficiente.