Um rapaz e uma moça passam o tempo em uma cabana na floresta, em algum lugar bem longe da cidade, afastados da civilização, das pessoas e da agitação. Mas, certa noite, em meio a um tenso drama familiar, ouve-se uma batida na porta, e uma voz abafada pergunta por uma tal de Tamara… A partir desse momento, três visitantes indesejados, com máscaras assustadoras no rosto, começam a aterrorizar o jovem casal. *** Minha RESENHA do filme *** Esse filme me chamou a atenção, em primeiro lugar, pelo trailer impressionante: a frase “baseado em fatos reais” sempre atrai a atenção, e as pessoas misteriosas com máscaras, suas ações estranhas e a montagem bem feita do trailer criavam com sucesso uma atmosfera tensa e gritavam aos quatro ventos que o filme simplesmente precisava ser assistido… E foi exatamente o que fiz. Por isso, hoje vou compartilhar minhas impressões sobre o filme “Os Estranhos”. De modo geral, devo dizer que, para uma estreia, tudo saiu surpreendentemente bem. O diretor Brian Bertino trabalha com segurança com a câmera, os ângulos e os planos, fazendo com que o espectador sinta a tensão e mergulhe no suspense. Sem nenhum surto banal vindo de trás de um canto ou outros clichês batidos; com ele, tudo é bem mais sutil e envolvente. Ele preenche totalmente a curta duração do filme com ação, às vezes previsível (como não poderia deixar de ser!), mas de forma alguma boba. E mesmo que o diretor (que também é roteirista) tenha tido receio de adicionar um pouco de inteligência e matéria para reflexão ao que se passa — como, por exemplo, o próprio Haneke em “Jogos Divertidos” —, o prato final ficou perfeitamente comestível. É difícil avaliar o desempenho dos atores aqui: o clichê de James Hoyt, interpretado por Scott Speedman, é sem graça e monótono; por mais que o trio de monstros se esforce, não consegue brilhar com carisma por baixo das máscaras forçadas; talvez apenas Liv Tyler (Kristen McKay) tente retratar algo dramático e psicologicamente rico, mas as limitações do roteiro não permitem que ela se revele nem pela metade. E, separadamente, me fez sorrir a aparição, no papel do amigo do protagonista, de Glenn Howerton — o famoso Dennis Reynolds de “Sempre Ensolarado na Filadélfia”. No geral, “Estranhos” é um representante bastante bom do gênero thriller, duro e contundente, sem rios de sangue, mas tenso e, em alguns momentos, assustador. O diretor não tenta buscar no filme as causas da violência, nem tira quaisquer conclusões. Seus maníacos são desprovidos de individualidade, suas personalidades ficam ocultas aos olhos. Com a frase “vocês simplesmente estavam em casa”, ele apenas atribui um rótulo de absurdo e imprevisibilidade a crimes desse tipo, sugerindo, assim, que não é possível compreendê-los nem preveni-los — é simplesmente um horror que pode acontecer em qualquer lugar...